Geoprocessamento aplicado à gestão de resíduos sólidos urbanos na UGRHI-11 - Ribeira de Iguape e Litoral Sul

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Este trabalho deriva de uma dissertação de mestrado de Fabrício Bau Dalmas, sob a orientação do Prof. Dr. Arlei Benedito Macedo, no Instituto de Geociências da USP, com apoio da CAPES, da FAPESP e do Comitê da Bacia do Ribeira e Litoral Sul.

Resumo: A Unidade de Gerenciamento de Recursos Hídricos n°11 (UGRHI11), Bacia Hidrográfica do Rio Ribeira de Iguape e Litoral Sul, Estado de São Paulo, apresenta avanços na gestão de resíduos sólidos, porém ainda há municípios carentes de aterros adequados. Os objetivos deste trabalho são: indicar possíveis áreas aptas à construção de aterros de resíduos sólidos urbanos, que preferencialmente possam atender a mais de um município, de acordo com normas técnicas e ambientais, como preceitua a Lei Estadual n°12.300, que incentiva a cooperação intermunicipal para a solução dos problemas de gestão de resíduos sólidos; e atualizar os conhecimentos sobre as atuais condições de destinação de resíduos na UGRHI-11. Foi feito levantamento de campo, o qual revelou que as condições de disposição final de resíduos em diversos municípios são ainda mais precárias do que as indicadas pelos IQR da CETESB. Os módulos Weighted Linear Combination (WLC) e Ordered Weighted Average (OWA) do programa IDRISI Andes (versão 15.01) foram utilizados para as análises multi-critério por geoprocessamento. Na primeira fase, o WLC foi empregado para cruzamento dos mapas de declividade, geologia, pedologia, cobertura vegetal, áreas de proteção ambiental, malha viária, rede hidrográfica e áreas urbanas, obtendo-se um mapa de aptidão com áreas inaptas, aptas e com aptidões intermediárias. Na segunda fase, o OWA foi utilizado para restringir a busca, através de um ordenamento de pesos mais complexo que o WLC. Após esta etapa, com a extensão Network Analyst do Programa ArcGIS, foi realizado um estudo logístico para seleção de áreas aproveitáveis para mais de um município, considerando-se a distância das fontes geradoras de resíduos, as vias de transporte e o tamanho, mais precisamente, de acordo com as dimensões dos aterros que nelas poderiam ser construídos, considerando a possibilidade de atendimento a valores crescentes de população até 2020, pois, de acordo com a NBR 13896 (junho de 1997), a vida útil de um aterro de resíduos deve ser de no mínimo 10 anos.

Em todos os municípios foram localizadas áreas aptas para aterros que atendam a sua população. Foram também encontradas áreas que podem atender mais de um município, graduadas por tamanhos e distâncias às sedes. As técnicas de geoprocessamento empregadas mostraram-se adequadas aos estudos de gestão de resíduos sólidos, pois agregam diferentes fatores e poupam custos nas etapas iniciais, permitindo ao gestor focar análises mais detalhadas em áreas pré-selecionadas, não correndo o risco de empenhar esforços em áreas que podem ser previamente descartadas.


O encontro de áreas consideradas aptas para aterros coletivos pode apoiar tecnicamente a articulação intermunicipal, servindo estudos deste tipo como importantes ferramentas para a gestão eficiente de resíduos sólidos urbanos.





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